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Fonte: g1 - Fonte:

Proximidade das eleições dificulta aprovação de reformas, diz ministro


Parlamentares não vão votar reformas 'impopulares', disse Pereira. Ministro do MDIC também aponta interinidade como dificuldade. As principais dificuldades para aprovar reformas estruturais da economia são a interinidade do governo de Michel Temer e a proximidade das eleições, afirmou nesta segunda-feira (8) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Pereira. “Existem quatro reformas urgentes: tributária, trabalhista, previdenciária e política”, disse ele, em evento na Associação Comercial de São Paulo. “Dependem do Congresso Nacional, e nós temos duas agendas que nos impedem de avançar: a própria agenda do impeachment e as eleições". “O deputado e o senador infelizmente não vão votar reformas chamadas impopulares – e eu não vejo nada de impopular, porque a economia vai destravar e vai avançar”, disse Pereira. Eu vou ser sincero e transparente: nós não vamos conseguir avançar essas agendas antes da eleição”, afirmou. “Essas reformas que dependem do Congresso, o governo precisa apresentá-las no máximo até o final de novembro. Precisamos ter coragem para fazer. Se não aprovarmos até o final do primeiro semestre do ano que vem, não vai aprovar nesse governo”, disse. O ministro acrescentou ainda que sua permanência no governo depende do avanço dessas agendas: “se não avançar e se eu perceber que não vai avançar, eu não tenho disposição para continuar no governo. Eu volto para o meu escritório de advocacia que está me esperando de portas abertas.” Reformas tributária e trabalhista Pereira afirmou que a agenda do MDIC tem o objetivo de “facilitar o ambiente de negócios” para o setor produtivo no Brasil. “A grande dificuldade é que as maiores e principais demandas que nós recebemos não são de competência do ministério: reforma trabalhista e reforma tributária.” Pereira afirmou que, em discussão com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apontou que a reforma do PIS/Cofins “é o grande temor do setor produtivo”. O ministro diz ter solicitado que “não se eleve a alíquota”, “e segundo que nós tenhamos acesso ao texto que vai ser enviado ao Congresso antes de ser enviado.” Pereira também defendeu a implementação da nota fiscal de serviços eletrônica. “Também estamos defendendo a modernização da legislação trabalhista. Defendemos a terceirização, trabalho intermitente e fortalecimento dos acordos coletivos”, apontou o ministro.